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APELO PARA SALVAR A VIDA DO JORNALISTA PALESTINO MOHAMMED AL QEEK

O MPPM apela a todos os que defendem o valor da vida humana e os princípios de liberdade e de dignidade, para agirem rápida e urgentemente para salvar a vida do preso político palestino Mohammed Al Qeek.

Al Qeek está em greve de fome há 85 dias consecutivos em protesto pela sua detenção administrativa ilegal, sem julgamento, pela ocupação israelita, o que constitui uma violação do direito internacional.

Al Qeek, um conceituado jornalista palestino, de 33 anos, está em condição médica crítica e os seus advogados alertam para a sua morte iminente se as autoridades israelitas continuarem a negar a sua exigência legítima de ser levado a julgamento ou libertado.

Segundo informação da organização de direitos humanos Addameer, estão nas prisões israelitas 6900 presos políticos palestinos, dos quais 55 são mulheres e 450 crianças. 650 estão detidos administrativamente, isto é, sem acusação formulada e sem direito a defesa.

A presença de Israel nos territórios palestinos ocupados é feita com sistemática violação do Direito Internacional, do Direito Internacional Humanitário e das convenções sobre Direitos Humanos, e com total desprezo por todas as resoluções das Nações Unidas que Israel, enquanto estado membro, se comprometeu a cumprir.

Enquanto continuar a beneficiar de um estatuto de parceiro privilegiado, como é o de ser parte do Acordo de Associação União Europeia-Israel, ou o de ser beneficiário do Programa Horizonte 2020 – em que empresas israelitas envolvidas em projectos de defesa e de segurança são parceiras de projectos financiados pelos contribuintes europeus – ou, ainda, do apoio, explícito ou por omissão, da comunidade internacional, o governo de Israel não se sentirá obrigado a respeitar os legítimos direitos do povo palestino.

O MPPM apela aos cidadãos e organizações da sociedade civil portugueses a que, pelos meios ao seu dispor, denunciem as violações praticadas por Israel e pressionem para a libertação dos presos políticos palestinos em prisões israelitas.

O MPPM apela ao Governo de Portugal e aos representantes eleitos do povo português para que pressionem Israel no sentido de respeitar os direitos do povo palestino e cumprir as obrigações do direito internacional.

Lisboa, 17 de Fevereiro de 2016

A Direcção Nacional do MPPM

 
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