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Israel Marca o Dia Internacional dos Direitos Humanos com o Assassinato de um Ministro Palestino

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, neste Ano Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, soldados israelitas assassinaram o Ministro da Autoridade Palestina e dirigente da Fatah Ziad Abu Ein enquanto participava numa iniciativa não violenta assinalando a data. O Ministro Abu Ein era responsável pela pasta dos Colonatos e do Muro de Anexação.

A iniciativa, que decorria na aldeia palestina de Turmusaya, situada a noroeste de Ramallah – uma aldeia que está cercada por colonatos ilegais e que é vítima frequente da violência e do terror dos colonos -  consistia na plantação de oliveiras, simbolizando a esperança na paz e na justiça. No decurso da iniciativa, o Ministro Abu Ein foi alvo de agressões, por soldados israelitas, que viriam a resultar na sua morte.

O MPPM condena energicamente este inaceitável crime das forças de ocupação israelitas, que é um exemplo mais da violência e repressão que diariamente, e com total impunidade, se abate sobre o povo palestino. Uma repressão que, nomeadamente, mantém presos, por razões políticas, milhares de palestinos, entre os quais dezasseis deputados ao Parlamento.

O MPPM alerta para o facto de que o governo israelita está em período pré-eleitoral empenhado numa escalada de provocação e violência, quer nos territórios ocupados, quer nos países limítrofes, como ficou patente no bombardeamento aos arredores da capital síria, Damasco, no passado dia 7 de Dezembro.

São reais os perigos de que o governo de Israel venha a desencadear operações militares de grande envergadura. Como são reais os perigos de que a Lei da Nacionalidade, proposta pelo governo cessante, se venha a traduzir numa nova grande limpeza étnica dos habitantes palestinos de Israel.

O assassinato do Ministro Abi Ein e os enormes perigos que pairam sobre toda a região tornam inadiável que todas as forças políticas e sociais portuguesas, bem como o Governo da República Portuguesa, tomem posições claras e decididas. O assassinato do Ministro Abu Ein tem de ser firme e inequivocamente condenado pelo Governo português, que tem de extrair deste acto bárbaro as necessárias consequências políticas.

Torna-se inadiável que o Estado português se junte à grande maioria dos estados do mundo reconhecendo, de imediato e sem condições, o Estado da Palestina.

Torna-se imperioso pôr fim a todas as formas de colaboração do Estado ou de empresas de Portugal com o Estado e empresas de Israel.

A violência terrorista de Israel tem de ser firmemente condenada.

Lisboa, 10 de Dezembro de 2014

A Direcção Nacional do MPPM

 
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