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MPPM SOLIDARIZA-SE COM PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS EM GREVE DE FOME E RESPONSABILIZA ISRAEL PELA SUA POLÍTICA ILEGAL DE OCUPAÇÃO E DE VIOLÊNCIA

A greve da fome iniciada pelos presos políticos palestinos nas prisões israelitas - e que se reforça e alarga, a cada dia, com novas adesões - constitui um grito de alerta, radical e corajoso, lançado a todo o mundo sobre a condição do martirizado povo palestino. Com o seu silêncio e a sua determinação, mais de dois mil presos palestinos tornam patente a violência da ocupação israelita, a iniquidade da situação em que aquele povo tem sido forçado a viver, e a sua determinação e vontade inquebrantável em prosseguir a luta pela realização dos seus inalienáveis direitos.

A situação nas prisões israelitas é bem o espelho da natureza repressiva, autoritária e antidemocrática da política conduzida pelo estado de Israel. Mais de três centenas de palestinos estão hoje encarcerados, muitos deles, há vários anos, sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, ou sem que os seus próprios advogados possam elaborar e apresentar a sua defesa. O isolamento, por vezes durante vários anos, a proibição de visitas de familiares ou até mesmo dos próprios advogados, os espancamentos, sevícias e chantagens são práticas comuns que organizações não governamentais palestinas e de direitos humanos, palestinas, israelitas, e internacionais têm denunciado. A tortura física e psicológica é uma prática corrente e sancionada pelo aparelho militar e judicial do estado de Israel.

A condição dos prisioneiros palestinos nas cadeias israelitas ilustra, de forma particularmente viva, o drama do povo palestino sob a ocupação sionista, a violência de um quotidiano feito da repressão sistemática, da contínua espoliação das terras, da destruição das casas e dos campos de cultivo, da expulsões, do alargamento contínuo dos colonatos, da meticulosa aplicação de uma política que visa o esmagamento da sua identidade e existência nacional. Sessenta e quatro anos depois da Nakba, a comunidade internacional continua a assistir, entre a passividade, a indiferença ou a cumplicidade, ao avanço da ocupação israelita, fazendo letra morta de todos os preceitos da lei e da ordem internacional, e das muitas centenas de resoluções das Nações Unidas que condenam o estado de Israel, que reclamam o fim da ocupação e a realização plena dos direitos nacionais do povo palestino, desde logo, com a constituição de um estado nos territórios ocupados em 1967, com Jerusalém Oriental como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos.

O estado de saúde de muitos dos prisioneiros palestinos - alguns perto dos setenta dias de privação de alimentos - é de extrema gravidade. O estado de Israel, pelo aprofundamento da sua política de ocupação, pelo aberto desafio à legalidade internacional, pela violência do seu aparelho repressivo, é inteiramente responsável por todas as consequências que possam advir desta medida de luta, extrema e corajosa, adoptada pelos presos palestinos.

A Direcção Nacional do MPPM expressa a sua mais forte e sentida solidariedade com os presos palestinos e, através deles, com todo o povo vítima da ocupação israelita. O MPPM reclama dos órgãos de soberania portugueses uma intervenção firme e determinada que responsabilize Israel pela situação dos presos palestinos e que exija o cumprimento, por aquele estado, dos princípios e normas do direitos internacional e humanitário a que está obrigado pela sua condição de membro das Nações Unidas. O MPPM apela ainda à opinião pública, em Portugal, para que se mobilize na denúncia dos crimes da ocupação israelita, e na afirmação da sua solidariedade com os presos e com o povo palestino.

Lisboa, 7 de maio de 2012

A Direção Nacional do MPPM

 
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