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MPPM CONDENA ATAQUE ISRAELITA CONTRA FROTA DE AJUDA HUMANITÁRIA A GAZA E EXIGE ATITUDE FIRME DOS ÓRGÃOS DE SOBERANIA PORTUGUESES

A Direcção Nacional do MPPM condena, da forma mais veemente, o ataque perpetrado pela marinha israelita, durante esta madrugada, contra um comboio marítimo de ajuda humanitária que causou a morte a mais de uma dezena de pessoas. Organizado por movimentos de solidariedade com destino a Gaza, e levando, a bordo cerca de 750 pessoas de sessenta nacionalidades com 10.000 toneladas de produtos diversos para socorro da população de Gaza, aquele grupo de embarcações foi assaltado, ainda em águas internacionais, segundo as notícias disponíveis, por unidades da marinha de guerra de Israel, o que desde logo, configura uma grave violação do direito internacional.

Esta acção brutal das forças armadas israelitas, ocorrida poucos dias após a formalização da adesão de Israel à OCDE, ilustra da forma mais dramática o carácter agressivo da política de Israel e a sua contradição profunda com os princípios da paz, da liberdade e da democracia. Ela é, por isso, indissociável do estatuto de impunidade de que o governo daquele país parece gozar, assim como do clima de passividade, quando não de activa cumplicidade, com que a comunidade internacional acompanha a situação nos territórios palestinos ocupados e, muito em particular, o bloqueio desumano que continua a ser imposto à população da faixa de Gaza.

O clima de alta tensão gerado por esta operação militar sublinha, uma vez mais, o quanto a ocupação israelita dos territórios palestinos constitui uma ameaça, grave e permanente, à paz e à segurança da região. Torna-se, por isso, necessário e urgente a mobilização da comunidade internacional no sentido da imposição do levantamento do cerco a Gaza, e bem assim do desenvolvimento de esforços concertados em ordem à resolução pacífica da questão palestina, no respeito pelos direitos nacionais daquele povo.  

O MPPM apela à mobilização da opinião pública portuguesa no sentido do repúdio desta acção do Governo de Israel. Ao mesmo tempo, exige do Governo Português e dos Órgãos de Soberania em geral, uma atitude firme de condenação deste acto, e o empenho numa política, consequente com o direito e a legalidade internacional, a favor do fim do bloqueio sobre a faixa de Gaza e, em geral, da retirada israelita dos territórios ocupados em 1967, da constituição de um Estado Palestino viável, livre e soberano, com Jerusalém Leste como capital, e de uma solução justa para o problema dos refugiados, consentânea com as resoluções pertinentes das Nações Unidas. 

Lisboa, 31 de Maio de 2010

A Direcção Nacional do MPPM

 
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