Home Actualidade
PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

FORÇAS ISRAELITAS PRENDERAM 388 PALESTINOS SÓ EM JUNHO

Um total de 388 palestinos, incluindo 70 menores e 13 mulheres, foram detidos durante o mês de Junho pelas forças israelitas em todo o território palestino ocupado, revela um relatório conjunto divulgado hoje, 16 de Julho, por várias organizações palestinas de direitos humanos [http://www.addameer.org/news/joint-report-estimates-388-palestinians-arrested-june-2017].

Os números coligidos pela Sociedade dos Presos Palestinos, Centro Al-Mezan para os Direitos Humanos, Addameer (Associação de Apoio aos Presos e de Direitos Humanos) e Comité Palestino de Assuntos dos Presos mostram uma média de quase 13 palestinos detidos por dia. Dos palestinos presos, 126 eram de Jerusalém Oriental ocupada, 261 eram residentes da Margem Ocidental e 1 era da Faixa de Gaza cercada.

O relatório estima que há actualmente nas prisões israelitas um total de 6300 presos políticos palestinos, incluindo 57 mulheres, 10 raparigas menores, 300 crianças e 486 detidos administrativos (internados sem julgamento nem culpa formada).

À data de 11 de Julho estavam presos por Israel 11 deputados do Conselho Legislativo Palestino (parlamento dos territórios ocupados), incluindo Khalida Jarrar, detida em 2 de Julho e condenada a seis meses de detenção administrativa por um tribunal israelita.

Em Junho foram emitidas 61 ordens de detenção administrativa, incluindo 19 ordens novas e 42 renovações.

Na Margem Ocidental palestina ocupada, os comandantes militares do exército israelita estão autorizados a emitir ordens de detenção administrativa contra civis palestinos por períodos de até seis meses, renováveis.

O relatório denuncia um persistente padrão israelita de violações dos princípios estabelecidos nas convenções internacionais de direitos humanos sobre os direitos dos presos, nomeadamente através do uso da tortura, maus tratos e detenção administrativa.

A organização Addameer calcula que cerca de 20% por cento da população palestina — e 40% dos homens palestinos — já foram alguma vez presos por Israel.

[16.07.2017]

 
PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

EM ATAQUE ARMADO EM JERUSALÉM ORIENTAL, TRÊS PALESTINOS DE ISRAEL MATAM DOIS POLÍCIAS

Num ataque ocorrido hoje, 14 de Julho, na Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupada, três cidadãos palestinos de Israel mataram a tiro dois polícias israelitas e feriram ligeiramente um outro, antes de serem eles próprios mortos.

Testemunhas relataram à agência noticiosa plestina Ma'an que os três atacantes entraram pela Porta dos Leões da Cidade Velha por volta das 7h, de motocicleta, e dispararam contra os polícias à queima-roupa, antes de se dirigirem para dentro do complexo da mesquita de Al-Aqsa, onde as forças israelitas os mataram com tiroteio cerrado.

Os atiradores foram identificados como cidadãos palestinos de Israel, da cidade de Umm al-Fahm, de maioria palestina. Segundo a polícia israelita, os atacantes levavam duas metralhadoras ligeiras Carlo (de fabrico artesanal), uma pistola e uma faca.

Os dois polícias mortos eram também cidadãos palestinos de Israel, drusos. (Contrariamente aos palestinos muçulmanos e cristãos cidadãos de Israel, os palestinos drusos e circassianos com cidadania israelita têm de cumprir serviço militar obrigatório nas forças israelitas.)

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, telefonou ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenando o ataque, informou a agência oficial de notícias palestina Wafa. Abbas protestou também contra o encerramento do complexo de Al-Aqsa pelas autoridades israelitas.

O deputado israelita Ayman Odeh, líder da Lista Conjunta (coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel), afirmou por seu lado que «a luta dos cidadãos árabes [palestinos] é política e desarmada. Opomo-nos a qualquer uso de armas entre nossos jovens», acrescentando que «a ocupação é a raiz do problema».

Um porta-voz do Hamas (Movimento Islâmico de Resistência), citado pelo jornal israelita Haaretz, declarou que o ataque em Jerusalém «é uma reacção natural ao terror israelita e … prova da contínua resistência à ocupação e de que o povo palestino está unido e apoia a resistência.» No mesmo sentido se pronunciou a Jihad Islâmica, que saudou o ataque como uma reacção natural às incursões israelitas em Al-Aqsa. A Frente Popular para a Libertação da Palestina classificou o ataque como «viragem qualitativa» na resistência à ocupação, confirmando que os soldados e colonos israelitas não estão seguros em qualquer parte da Palestina.

Na sequência do ataque, as forças israelitas impuseram o fecho generalizado do complexo da Mesquita de Al-Aqsa. Muitos fiéis que aí se dirigiam para as orações de sexta-feira foram impedidos de entrar, tendo de realizar as orações na rua.

Um porta-voz do governo jordano exigiu a reabertura imediata do complexo de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islão, e acusou Israel de violar o status quo ao impedir os fiéis de aí rezarem.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assegurou que não haverá alteração do status quo do local sagrado, em resposta aos protestos expressos no seu telefonema por Mahmoud Abbas, que advertiu para as consequências de medidas desse tipo.

[14.07.2017]

 
PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

GRAVÍSSIMA CRISE HUMANITÁRIA EM GAZA, FPLP CRITICA HAMAS E FATAH POR POREM POLÍTICA ACIMA DA VIDA DOS PALESTINOS

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) publicou hoje, 13 de Julho, declarações criticando os movimentos Hamas e Fatah pelas medidas punitivas que as duas facções têm tomado, uma contra a outra, nas últimas semanas, informa a agência noticiosa palestina Ma'an. Estas declarações surgem num momento de crise política cada vez mais profunda e de gravíssima crise humanitária na Faixa de Gaza.

Ontem, 12 de Julho, agravou-se dramaticamente a crise energética em Gaza, onde vivem dois milhões de palestinos, quando a única central de produção de electricidade do território foi desligada por falta de combustível. Neste momento o único fornecimento de electricidade são 70 megawatts provenientes de Israel, quando as necessidades se estimam em 500 megawatts. Na maioria dos locais, o fornecimento de electricidade não ultrapassa as 2 horas diárias, com consequências devastadoras nomeadamente para o funcionamento de hospitais e o tratamento de águas residuais.

A situação na Faixa de Gaza, sujeita a um brutal e criminoso cerco por parte de Israel desde há dez anos, tem-se vindo a agravar continuamente, de tal modo que a ONU alertou que este território palestino pode tornar-se inabitável em 2020, devido à devastação de várias guerras lançadas por Israel e aos efeitos do prolongado bloqueio.

A FPLP, facção política palestina de esquerda, rejeitou em comunicado a decisão do Hamas de impedir membros da Organização de Libertação da Palestina (OLP) e do Comité Central da Fatah de saírem da Faixa de Gaza (onde o Hamas foi eleito para o poder em 2006) para viajarem para a Margem Ocidental ocupada. «A proibição e a obstrução de movimento de Gaza para a Margem Ocidental é uma política que o Hamas segue, violando todos os direitos e liberdade pessoal, e prejudica as relações nacionais», afirma a FPLP, exigindo que o Hamas e as suas forças de segurança «parem imediatamente esta política e criem a atmosfera apropriada para melhores relações nacionais e evitem quaisquer tensões que aprofundem o conflito nacional e violem os direitos e liberdades garantidos a todos os palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza».

A FPLP critica também a Autoridade Palestina (AP), liderada pela Fatah, pela «punição colectiva» imposta aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza (governada pelo Hamas), que sofre uma terrível crise de energia eléctrica, agravada por crescentes medidas punitivas por parte de Israel e da AP.

A FPLP exige que a AP cesse imediatamente a sua política de punição colectiva do pequeno enclave costeiro sitiado e deixe de «tomar como reféns as vidas de mais de dois milhões de palestinos» de Gaza.

«O preço que o povo palestino paga na Faixa de Gaza é muito mais precioso e importante do que os estreitos ganhos partidários que são alcançados jogando com as vidas de palestinos inocentes», diz o comunicado.

A FPLP também responsabiliza a ONU e organizações internacionais pelo agravamento da vida na Faixa de Gaza e pelos «desastres que podem acontecer» se prosseguir a ausência de serviços em sectores vitais como a água, a saúde e a electricidade.

A FPLP adverte ainda Israel contra os resultados do prosseguimento do cerco à Faixa de Gaza, afirmando que «uma explosão popular acabará por rebentar contra todos os que causaram o sofrimento do povo».

As divisões políticas entre a Fatah e o Hamas têm piorado nos últimos meses, atingindo o nível mais grave desde o conflito armado entre os dois grupos em 2007.

Segundo a Ma'an, em Abril a AP cortou até 30% os salários dos seus empregados residentes na Faixa de Gaza, decidindo ao mesmo tempo interromper os pagamentos a 277 ex-presos políticos filiados no Hamas; em Maio, a AP decidiu cortar o pagamento do combustível israelita fornecido ao território, ao mesmo tempo que as autoridades israelitas concordavam com o pedido da AP de reduzir drasticamente o fornecimento de electricidade a Gaza.

[13.07.2017]

 
Mais artigos...
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Seguinte > Final >>

Página 4 de 80
Desenvolvimento: Criações Digitais, Lda  |   Serviços:  Impressão digital  |  Webmarketing