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CAMPO DE TRABALHO NA MARGEM OCIDENTAL ACOLHE JOVENS VOLUNTÁRIOS

A Youth Development Association, uma organização palestina baseada em Nablus, na Margem Ocidental, promove, entre 22 de Julho e 2 de Agosto, a segunda edição do Motherland Work Camp. Estão previstos oito dias de actividades, que incluem trabalho agrícola, apoio a crianças e serviço social. São, ainda, reservados dois dias para visitas a algumas cidades palestinas. O campo está situado na localidade de Zababdeh, próximo da cidade de Jenin.

Pode obter mais informações aqui:

Sobre a YDA: http://www.youthda.ps/

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1296230297099218/

Informação sobre o campo de trabalho: https://www.workcamps.info/icamps/camp-details/camp-11309.html

[12.06.2017]

 
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NETANYAHU QUER DESMANTELAMENTO DA AGÊNCIA DA ONU DE APOIO AOS REFUGIADOS PALESTINOS (UNRWA)

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou hoje ao desmantelamento da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), responsável pela prestação de serviços a milhões de refugiados palestinos no território palestino ocupado e no Médio Oriente.

Durante reunião semanal do gabinete de segurança israelita, Netanyahu pronunciou-se contra a existência de uma entidade da ONU dedicada especificamente às necessidades dos refugiados palestinos, acrescentando que «chegou o momento de desmantelar a UNRWA e integrá-la no ACNUR», o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

«A UNRWA, em grande medida, pela sua própria existência, perpetua — e não resolve — o problema dos refugiados palestinos», acrescentou.

Netanyahu também evocou a recente descoberta de um túnel parcialmente construído sob uma escola da UNRWA na Faixa de Gaza cercada, acusando o Hamas de «usar crianças como escudos humanos». O Hamas, o partido no poder na Faixa de Gaza, negou qualquer ligação ao túnel.

Netanyahu «esquece» que a própria existência dos túneis em Gaza é consequência directa do facto de esse território palestino se encontrar desde 2006 sujeito a um desumano bloqueio por parte de Israel e ameaçado a qualquer momento de uma agressão armada israelita, a exemplo das de 2008, 2012 e 2014.

E, sobretudo, o primeiro-ministro de Israel «esquece» que é Israel o culpado da própria existência dos refugiados palestinos. Em 1948, uma campanha organizada de limpeza étnica que acompanhou a criação de Israel resultou na expulsão de mais de 700.000 palestinos; e em 1967 a ocupação total do território palestino resultou em nova vaga de deslocados e refugiados. Os refugiados palestinos (cujo número é estimado em 6,5 milhões pela ONG palestina BADIL) constituem a mais antiga e mais numerosa população de refugiados do Médio Oriente. Está ainda hoje por resolver a sua tragédia, apesar de o seu regresso ser previsto logo em 1948 pela resolução 194.

A UNRWA tem sido criticada pelos palestinos em muitas ocasiões, mas os refugiados, nomeadamente no território palestino ocupado, encaram a preservação da sua condição de refugiados como uma forma de manterem a reclamação do seu direito de retorno às aldeias da Palestina histórica de que os seus antepassados foram expulsos.

[11.06.2017]

 
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700.000 COLONOS JUDEUS VIVEM AGORA NOS TERRITÓRIOS PALESTINOS OCUPADOS

O jornal israelita Haaretz informou no dia 9 de Junho que há agora 590.000 colonos judeus a viver em colonatos oficiais na Margem Ocidental ocupada e em Jerusalém Oriental ocupada.

O jornal assinalou que 380.000 colonos vivem na Margem Ocidental, enquanto o número em Jerusalém Oriental ocupada é agora de 210.000.

Porém, estas estatísticas, nota o Haaretz, não incluem milhares de colonos que vivem «postos avançados» localizados em terras ocupadas que são propriedade privada de palestinos.

De acordo com a ONG israelita Peace Now, existem 97 desses postos avançados, que formalmente são «ilegais» face ao direito israelita, ou seja, foram construídos sem autorização das autoridades israelitas, embora de facto beneficiem das infra-estruturas e da protecção militar do Estado sionista. Mas, à luz do direito internacional, todos e cada um dos colonatos de Israel são ilegais.

Estatísticas do governo israelita mostram que, se estes colonos forem incluídos, o número total de colonos judeus se eleva a cerca de 700.000, o que equivale a 5% da população total de Israel.

Israel ocupa a Margem Ocidental e Jerusalém Oriental desde 1967, e os colonatos, cuja construção se foi acelerando, constituem um dos grandes obstáculos à paz.

Em Dezembro do ano passado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 2334, reiterando que os colonatos israelitas nos territórios ocupados são ilegais.

[10.06.2017]

 
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