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NO QUARTO DIA DE CORTE DE ENERGIA, ISRAEL REDUZ EM 60% A ELECTRICIDADE PARA GAZA

As autoridades israelitas prosseguem os cortes de energia à Faixa de Gaza sitiada. A população só dispõe de 2 ou 3 horas de electricidade por dia. Israel aprovou uma redução drástica do fornecimento de electricidade provinda de Israel a este território palestino, a pedido da Autoridade Palestina (AP). Entretanto, o combustível fornecido pelo Egipto permitiu o recomeço da actividade da única central de produção de electricidade de Gaza, parada desde há cerca de dois meses.

Um porta-voz da companhia de electricidade de Gaza informou que o território está agora a receber de Israel apenas 48 megawatts de energia, uma redução de 60% relativamente aos habituais 120 megawatts.

As autoridades israelitas anunciaram a intenção de realizar os cortes no mês passado, a pedido da Autoridade Palestina, que paga a factura mensal da electricidade (na realidade, Israel desconta esse valor dos impostos que recolhe e posteriormente entrega à AP).

Entretanto, o governo egípcio decidiu fornecer de imediato um milhão de litros de gasóleo para permitir o funcionamento da única central de Gaza, fechada desde Abril. Nessa altura os responsáveis da companhia da electricidade afirmaram não conseguir suportar um imposto sobre o gasóleo, lançado pela AP, que duplicou o preço do funcionamento da central. Há anos que a central não funciona em pleno, devido ao bloqueio das importações por Israel, fazendo com que a única fonte fiável de energia sejam os cabos de electricidade proveniente de Israel.

Segundo a agência noticiosa israelita Ynet, a AP tinha tentado evitar o envio de combustível egípcio para Gaza. A Autoridade Palestina afirma que a decisão de cortar os pagamentos da electricidade se deve ao facto de o Hamas (que governa a Faixa de Gaza) não reembolsar o governo. Críticos da decisão, por seu lado, declaram que na realidade a AP, liderada pela Fatah, está a procurar pressionar o Hamas para ceder o controlo do enclave costeiro.

A causa fundamental do problema, porém, é a persistência da ocupação dos territórios palestinos e do cerco da Faixa de Gaza, sujeita a um bloqueio militar israelita desde 2007. Os quase dois milhões de habitantes do pequeno território sofrem altos índices de desemprego e de pobreza, e desde 2008 foram alvo de três devastadoras guerras conduzidas por Israel, a mais recente das quais no Verão de 2014. O território palestino cercado pode tornar-se «inabitável» em 2020, afirma a ONU.

[23.06.2017]

 
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COMUNICADO 13/2017: REFUGIADOS – QUESTÃO CENTRAL DO NOSSO TEMPO

No Dia Mundial dos Refugiados, que se assinala a 20 de Junho por iniciativa da ONU, o MPPM exprime a sua solidariedade com os refugiados do mundo inteiro e muito em especial com os milhões de refugiados palestinos e de todo o Médio Oriente.

A vaga de refugiados que nos últimos anos têm procurado a Europa, e que já transformou o mar Mediterrâneo num gigantesco cemitério, não pode deixar ninguém indiferente. Mas o drama dos refugiados não se limita aqueles que procuram a Europa. Desde há muitos anos que são os países vizinhos das zonas de guerra que têm servido de países de acolhimento de milhões de refugiados.

Devem ser empregados todos os meios para enfrentar esta verdadeira tragédia humanitária — que se compõe das tragédias de cada uma dessas pessoas que fogem à guerra, à miséria e às perseguições — e apoiar todos aqueles que procuram na Europa uma vida digna e segura, a que todos os seres humanos têm direito.

Mas esta tragédia humanitária tem causas e tem responsáveis. Os milhões de refugiados do Médio Oriente não são fruto do acaso: fogem a situações de conflito fundamentalmente devidas à ingerência das potências ocidentais que procuram manter o domínio sobre aquela estratégica zona do globo. As intervenções militares levadas a cabo pelos Estados Unidos e seus aliados no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria, no Iémen, a deliberada fragmentação de países e destruição de estruturas estatais, o fomento de conflitos étnico-religiosos — eis o que está na base da vaga de refugiados.

Neste quadro, impõe-se uma referência particular aos refugiados palestinos, que o drama dos refugiados destes últimos anos não pode servir para esconder e silenciar.

A origem da questão dos refugiados palestinos encontra-se na campanha deliberada e organizada de limpeza étnica levada a cabo pelos sionistas em 1947-1948, precedendo e acompanhando a criação do Estado de Israel.

A UNRWA, a agência da ONU de apoio aos refugiados palestinos no Médio Oriente, em inícios dos anos 1950 calculou o seu número em 860 000. Estes refugiados «de 1948» e os seus descendentes, segundo a UNRWA, são hoje cinco milhões, residindo sobretudo na Jordânia, no Líbano, na Síria, na Faixa de Gaza e na Margem Ocidental do rio Jordão. E em 1967 a ocupação total do território palestino por Israel resultou em nova vaga de deslocados e refugiados. Os refugiados palestinos, a mais antiga e mais numerosa população de refugiados do Médio Oriente, têm além disso sido vítimas dos conflitos e agressões aos países onde estão instalados, como no caso do Líbano e da Síria.

Quase setenta anos depois, ainda hoje está por resolver a sua tragédia e a comunidade internacional não fez ainda aplicar o seu direito ao regresso aos seus lares, previsto logo em 1948 pela resolução 194 da ONU.

No Dia Mundial dos Refugiados, o MPPM:

• exprime a sua solidariedade com os refugiados, vítimas de problemas que não criaram e merecedores de ajuda e apoio à integração;

• condena a ingerência e agressão das potências ocidentais e seus aliados aos países do Médio Oriente como causa central da sua situação e aponta como solução de fundo para o problema dos refugiados a cessação dessa ingerência e agressão, o respeito pela integridade e independência dos países da região e pelos direitos dos seus povos;

• reclama a solução da questão palestina, que passa necessariamente pela criação de um Estado Palestino independente, soberano, viável e contíguo, com capital em Jerusalém Oriental, como condição indispensável a uma solução justa do problema dos refugiados palestinos.

Lisboa, 20 de Junho de 2017

A Direcção Nacional do MPPM

[20.06.2017]

 
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FPLP E HAMAS REIVINDICAM ATAQUE EM JERUSALÉM

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e o Hamas (Movimento Islâmico de Resistência) reivindicaram o ataque mortal ocorrido em Jerusalém Oriental ocupada na passada sexta-feira, 16 de Junho.

Uma agente da polícia de fronteiras israelita foi morta no ataque, realizado com facas e uma arma automática. Os três palestinos foram mortos a tiro por polícias israelitas no local, perto da Porta de Damasco da Cidade Velha de Jerusalém.

Segundo os meios de comunicação social israelitas, o chamado Estado Islâmico reivindicou o ataque. Já o exército israelita afirmou que o ataque foi realizado por uma célula local «não pertencente a nenhuma organização terrorista».

Porém, segundo declarações coincidentes do Hamas e da FPLP, o ataque foi realizado por dois membros da FPLP (Baraa Ibrahim Salih Taha, de 18 anos, e Osama Ahmad Dahdouh, de 19), e um do Hamas (Adel Hasan Ahmad Ankoush, de 18 anos).Os dirigentes palestinos têm rejeitado qualquer correlação entre o que consideram uma parte da legítima resistência palestina contra a colonização israelita e o terrorismo inspirado pelo Estado Islâmico.

Um porta-voz do Hamas afirmou em comunicado que o ataque de sexta-feira fez parte da resistência popular palestina contra a ocupação israelita, que perfaz agora meio século, sendo uma «reacção natural aos crimes da ocupação».

Por seu lado, a FPLP informou que os seus membros que nele participaram tinham já estado presos em Israel por acções de resistência à ocupação. A FPLP classificou o ataque como uma «operação heróica», ocorrida num «momento crítico para defender a resistência palestina», acrescentando que ele «envia uma mensagem forte e directa aos derrotados líderes da Autoridade Palestina […] que torna claro que a resistência continua e é a única via para derrotar o ocupante».

Os representantes das Nações Unidas e da União Europeia condenaram o «ataque terrorista».

Segundo a agência de informação palestina Ma'an, desde o início de 2017 foram mortos por forças e colonos israelitas 33 palestinos, enquanto 8 israelitas foram mortos por palestinos.

Após o ataque de sexta-feira, as forças israelitas colocaram a aldeia da Margem Ocidental de Deir Abu Mashal sob um bloqueio completo e invadiram as casas de famílias dos palestinos mortos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu rescindiu todas as licenças emitidas a palestinos para entrarem em Jerusalém e Israel para celebrarem o mês sagrado muçulmano do Ramadão.

[18.06.2017]

 
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