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25 DE FEVEREIRO DE 1994: MASSACRE DA MESQUITA IBRAHIMI, EM HEBRON

Asssinala-se amanhã, 25 de Fevereiro, o aniversário do desumano massacre perpetrado pelo terrorista judeu Baruch Goldstein, recorda um comunicado da Missão Diplomática da Palestina em Portugal.

Baruch Goldstein, um médico militar israelita nascido nos EUA, que emigrara para Israel em 1983, morava no colonato de Kiryat Arba, nos arredores de Hebron. A 25 de Fevereiro de 1994 entrou na Mesquita Ibrahimi, em Hebron, armado com uma espingarda de assalto Galil. Era de manhã cedo, durante o mês sagrado do Ramadão, e centenas de fiéis palestinos estavam reunidos dentro da Mesquita, curvados em oração. Goldstein abriu fogo, recarregou a arma pelo menos uma vez, e disparou sem parar até ser finalmente dominado, acabando depois por ser espancado até à morte. Tinha matado 29 fiéis, havendo mais de 100 feridos.

O governo israelita divulgou imediatamente uma declaração a condenar o acto, afirmando que Goldstein tinha agido sozinho e estava psicologicamente perturbado. O massacre, que se somava a dezenas de outros massacres israelitas contra os palestinos, foi amplamente divulgado nos média internacionais. As palavras de condenação chegaram de todo o mundo, incluindo de Israel. Acção é que não houve nenhuma, como se Israel estivesse autorizado a matar com impunidade.

As 29 pessoas mortas dentro da mesquita não foram os únicos mártires daquele dia. Com efeito, após o ataque inicial dentro da mesquita, outros palestinos foram mortos pelo exército israelita durante protestos no exterior da mesquita e do hospital Ahli de Hebron, e até mesmo no cemitério, durante os enterros.

Moradores locais estimam o número total de mortos entre 50 e 70, havendo ainda a registar uns 250 feridos ao longo desse dia. Alguns sobreviventes do massacre relataram também que foram alvejados por um segundo atirador dentro da mesquita e afirmaram que se tratou de um ataque planeado, que seria do conhecimento antecipado do exército israelita. Ninguém acredita na história oficial, segundo a qual Goldstein teria agido inteiramente sozinho, num acto de loucura.

As autoridades israelitas nada fizeram para proteger os palestinianos dos colonos judeus ilegais. Pelo contrário, os colonos, com a bênção do exército israelita, erigiram dentro do colonato um santuário em homenagem ao terrorista Goldstein, que se converteu em local de peregrinação.

O Embaixador palestino em Portugal, Hikmat Ajjuri, declarou que «a falta de acção da comunidade internacional contra este crime israelita encorajou Israel a perpetrar impunemente massacres e crimes de guerra, como por exemplo os dois massacres em Qana, no Líbano, e as quatro ofensivas contra os palestinos de Gaza. No mais recente desses ataques, em 2014, Israel matou 22.000 palestinos, 517 dos quais eram crianças». Foi também essa inacção da comunidade internacional, acrescentou Hikmat Ajjuri, que tornou possível a aprovação pelo Knesset (parlamento israelita) no passado dia 6 de Fevereiro, em completa violação do Direito Internacional, da chamada «Lei de Regularização», que tem o propósito expresso de facilitar e autorizar a expropriação, colonização e anexação efectiva da terra palestina.

[24.02.2017]

 
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