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OLP: É «DISCRIMINAÇÃO FLAGRANTE» A OPOSIÇÃO DOS EUA À NOMEAÇÃO DE EX-PRIMEIRO-MINISTRO FAYYAD PARA POSTO DA ONU

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) censurou os Estados Unidos por se oporem a uma proposta do secretário-geral da ONU de nomear Salam Fayyad, ex-primeiro-ministro da Autoridade Palestina, para chefiar uma missão da ONU, considerando essa posição «um caso de flagrante discriminação com base na identidade nacional».

Após tomar conhecimento da intenção de António Guterres de nomear Fayyad para liderar a missão política da ONU na Líbia, a embaixadora estado-unidense na ONU, Nikki Haley, afirmou na sexta-feira, 10 de Fevereiro, que os EUA estavam «decepcionados», alegando que isso mostrava um preconceito contra Israel. «Durante demasiado tempo a ONU tem sido injustamente tendenciosa em favor da Autoridade Palestina, em detrimento de nossos aliados de Israel», disse Haley, observando que os EUA não reconhecem um Estado palestino nem «apoiam o sinal que esta nomeação enviaria às Nações Unidas».

A Palestina é actualmente um Estado observador não-membro da ONU e sua independência foi reconhecida por 137 dos 193 países membros da organização.

Numa declaração do seu porta-voz, Guterres defendeu a proposta de nomeação de Fayyad, dizendo que se baseava «apenas nas reconhecidas qualidades pessoais de Fayyad e na sua competência para esse posto … Os funcionários das Nações Unidas servem a título estritamente pessoal e não representam qualquer governo nem país».

Hanan Ashrawi, membro do Comité Executivo da OLP, denunciou a tentativa dos EUA de bloquear a nomeação de Fayyad, considerando-a «irresponsável» e «um caso de discriminação flagrante com base na identidade nacional». «Desafia a lógica que a nomeação do candidato mais qualificado seja bloqueada por ser sentida como prejudicial para Israel. Constitui uma licença generalizada para a exclusão de palestinos de todos os lugares», afirmou Ashrawi numa declaração escrita.

Fayyad foi primeiro-ministro da Autoridade Palestina em 2007-2013. As nomeações de representantes especiais do secretário-geral da ONU exigem o apoio unânime dos 15 membros do Conselho de Segurança. Segundo funcionários da ONU citados pela agência de notícias Reuters, Fayyad tem o apoio de 14 membros.

[11.02.2017]

 
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