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18 MESES DE PRISÃO PARA SOLDADO ISRAELITA QUE EXECUTOU PALESTINO INANIMADO NO CHÃO

Um tribunal de Israel confirmou ontem, 30 de Julho, a condenação por homicídio e a sentença de 18 meses do ex-soldado israelita Elor Azaria, que em Março de 2016 matou a tiro à queima-roupa o palestino Abd al-Fattah al-Sharif, de 21anos, que jazia inanimado no chão depois de alegadamente cometer um ataque com faca na cidade de Hebron, no Sul da Margem Ocidental ocupada.

A execução foi filmada [https://youtu.be/qOQTT5AaJKo] por um activista palestino ao serviço da organização israelita de direitos humanos B'Tselem e rapidamente se difundiu nas redes sociais e na televisão, tornando impossível ignorar o caso.

Segundo o jornal israelita The Times of Israel, os juízes do tribunal de recurso classificaram o acto de Azaria como «proibido, grave, imoral» e destacaram que Azaria «nunca expressou remorso nem questionou as suas acções».

Porém, contradizendo a dureza das suas próprias afirmações, o tribunal limitou-se a confirmar a sentença de apenas 18 meses pronunciada em primeira instância.

Ainda assim, o ministro da Educação, Naftali Bennett (do partido de extrema-direita Lar Judaico), e o próprio primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, apressaram-se a apelar a que seja concedido um perdão a Elor Azaria.

Azarya só esteve nove dias atrás das grades, informou o jornal israelita Haaretz, tendo passado a maior parte da detenção sido passada numa base militar. Mas Azaria poderá nem cumprir pena, já que os seus advogados planeiam recorrer para o Supremo Tribunal de Israel ou pedir um perdão presidencial.

Por ocasião do julgamento de primeira instância, Yousef Jabareen, deputado ao Knesset (parlamento de Israel) pela Lista Conjunta (coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel), declarou: «O caso de Azaria não é um incidente isolado, mas parte de um fenómeno maior no exército, apoiado por políticos.»

Apesar de em 2016 pelo menos 109 palestinos terem sido mortos a tiro por soldados e colonos israelitas. Elor Azaria foi o único membro das forças israelitas a ser acusado pela morte de um palestino nesse período.

[31.07.2017]

 
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MPPM ESTEVE PRESENTE EM ÉVORA NO ACAMPAMENTO PELA PAZ

O MPPM marcou presença, uma vez mais, no Acampamento pela Paz que este ano teve lugar nas Piscinas Municipais de Évora, entre 28 e 30 de Julho.

O Acampamento foi organizado pelo Comité Nacional Preparatório de Portugal do 19º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes que se vai realizar em Sochi, na Rússia, de 14 a 22 de Outubro.

Tal como em anos anteriores, o MPPM participou neste Acampamento para divulgar a causa do povo palestino entre as centenas de jovens de todo o país que se juntaram para participar em torneios desportivos, workshops, animações culturais e concertos.

Fernando Quaresma e José Oliveira participaram no habitual debate da tarde de sábado e foi disponibilizada informação sobre a situação na Palestina. À noite, o MPPM integrou-se na marcha dos jovens pela Paz que percorreu as ruas da cidade património da humanidade até à Praça do Giraldo.

[30.07.2017]

 
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CENTENAS DE BEDUÍNOS PROTESTAM CONTRA DEMOLIÇÃO DE CASAS NO NEGEV / NAQAB PELO ESTADO DE ISRAEL

Centenas de beduínos manifestaram-se ontem, 27 de Julho, em Be’er Sheva, diante dos escritórios da Agência de Desenvolvimento Beduína, reclamando o seu encerramento, informa o jornal israelita Haaretz.

Os manifestantes exigiam o fim da política de sistemática demolição de edifícios nas comunidades beduínas do Negev/Naqab, no Sul de Israel, que classificaram de «crime contra cidadãos», e o reconhecimento das comunidades beduínas não autorizadas.

As relações entre a Agência e os residentes beduínos têm-se tornado cada vez mais tensas a propósito de questões como a reflorestação.

O Estado israelita começou a reflorestação a norte da localidade beduína de Tel Sheva, nos arredores de Be'er Sheva, que os beduínos dizem ser propriedade sua. O Estado estará a plantar florestas em vários locais do Negev/Naqab em terras que as comunidades beduínas «ilegais» reclamam como suas.

A política de demolições de casas de beduínos acentuou-se nos últimos anos. Segundo dados do Ministério da Segurança Pública de Israel, por ano são demolidas cerca de 1000 estruturas «ilegais».

A comunidade beduína não reconhecida de al-Araqib, onde vivem cerca de 110 pessoas, já foi destruída mais de 100 vezes.

Em Janeiro passado, na localidade beduína de Umm al-Hiran, durante uma operação para a demolição das 150 casas da aldeia, a polícia israelita matou a tiro um residente, Yakub Abu al-Kiyan, professor de matemática.

Umm al-Hiran é uma das 35 aldeias beduínas consideradas «não reconhecidas» pelo Estado de Israel; mais de metade dos cerca de 160.000 beduínos do Negev/Naqab residem em aldeias não reconhecidas. A classificação das suas aldeias como «não reconhecidas» impede os beduínos — apesar de serem cidadãos de Israel — de desenvolverem ou expandirem as suas comunidades. As autoridades israelitas recusam-se a ligá-las às redes nacionais de água e electricidade e excluem as comunidades do acesso a serviços de saúde e educativos.

Israel permitiu que essas famílias se mudassem para a área de Umm al-Hiran na década de 1950, depois de as ter afastado das suas terras de origem durante a Nakba (limpeza étnica dos palestinos que precedeu e acompanhou a proclamação de Israel, em 1948), com o pretexto de que Israel precisava delas para um kibutz exclusivamente judaico. Mais de 60 anos depois, exactamente a mesma coisa está a acontecer novamente: Umm al-Hiran está a ser destruída para que uma comunidade exclusivamente judaica, com o nome de Hiran, possa ser construída sobre as casas destas famílias. Famílias que estão pela segunda vez a ser vítimas de limpeza étnica pelo Estado de que são cidadãos.

«Os palestinos de Umm al-Hiran têm passaportes e cidadania israelitas, mas a política israelita de limpeza étnica, colonização, desalojamento forçado e apartheid afecta-os na mesma», declarou na altura Maya al-Orzza, da ONG palestina BADIL. «Essas políticas não acontecem só na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza, mas também dentro de Israel contra os palestinos», que constituem cerca de 20% dos cidadãos de Israel.

[28.07.2017]

 
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